VERDES E PERFEITOS AMORES | 01Ago2008 19:37:53

VERDES E PERFEITOS AMORES

Diana Balis

Fabrício Dolci


Dedicatória

Dedico esse livro ao “Amor Imaginário” de minhas inspirações afetivas, leitor incentivador virtual de meus escritos.

As minhas filhas, ontem meninas, hoje, mulheres apaixonadas nesse planeta.

A Clarice Lispector (1920-1977):


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera

A Simone de Beauvoir (1908- 1986):

“Querer-se livre é também querer livres os outros.”

E a Frederico Garcia Lorca quando escreveu:

“O poeta pede a seu amor que lhe escreva”

“Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte. ”



Prólogo

Flores entre Rochedos e Amar

Águas nascentes viventes ao ar

Vida rolando a pulsar

Inconsciente queda, encontrando o par.

Cores ardentes em cheiros ardilosos

Mentes surpreendentes amores-perfeitos

Destilam desencontradas fotos

Reveladas imagens amareladas

Amor conjugará esperança

Vermelho entre espinhos na dança

Corpos entrelaçados e sedentos

Amor, dor, rumor, ungüentos.

Tece teias amarfanhadas

Clamor de Amores Perfeitos em lamentos.

Índice

Dedicatória

Prólogo

Raio de Luz

Samba do encontro

AMOR

Esperanças

MORENA DE TRANCOSO

Estrela

Pinta

ILHA PERDIDA

Poema ao Amor

Amigo da Onça

Encontro de lugares

Alma Safada

Fantasias

Amor

O Psicólogo e a Loucura!

Amar é Linha!

AMORES PERFEITOS

Dá-me o prazer desta dança?

As coisas que não devo esquecer!

Sombra

MORENO

Touro Indomado

SORVER - TE!

VOU TE SEDUZIR

ROUXINOL

Declaro amar todos os dias!

SEREIA

Jogo de Damas

Bruxa Sapeca

DULCE DE LECHE

Poema Suave?

Formato de Amor!

Raposa Selvagem

VAZIO

Guepardo

Voyeur

SOL

Olhares em foco

Estou apaixonada por todos os homens!

Eu te amo!

Café Loucura

Haikais Bailam

Mudanças no tempo

Mudança de humor

Alma Safada IV

Dedicatória ao amor reencontrado

Revolver um amor

ROCHEDO E MAR

Música inacabada

Prosperidade

Amor Platônico

MEN

Felicidade

Amor Mel

Ciúmes

Você

Olhar

Alma Safada II

AMOR EM FORMAS

Pensamentos de domingo

São Paulo

Samba de amor sem música

ALMA SAFADA III

Desejo Meu

Súplicas à mulher amada

Procuro esse Amor!

Amor, eu serei amada!

Em busca de um mundo melhor!

Sanhaçu Vermelho

Porto Seguro

Fotos reveladas

Piscar de olhos

MORTE a Liberdade!

Encontros e desencontros

Moreno do Salgueiro

Sigo te amando

REVELAÇÃO

A pai xo nada mente

AMOR

“Matematicando” o Amor

Contas na Matemática

Continhas I

Continhas II

Corpo Aberto

Ardente Paixão

Fiapo de Luz

Morte Amor

Dívidas de amor

Amores Reluzentes

AMOR Apreço

Conscrito Amor

SAUDADES

Viagem

TEIA Traição

Solstício de Inverno

Amor por ti

Amor por ti II

Amo-te e duvidas

TEMPO DE AMAR

Eterno Amar

Ninguém de Natal!

Noite

Termômetro dos Sentimentos

Estelar Luar

Amante Amada

Canto Humano

Canções alegres

Caipora

Verdes e Perfeitos Amores

Desejos II

Roma Espelhada

Grande Amor (carta)

Último Suspiro

Sinto sua falta

Beija-me

Amoras Perfeitas

Respirar Felicidades

Raio de Luz

Olho a fresta,
No meu corpo,
Essa iluminação,
Sucumbi-me!

Sorriso da vida,
Feliz ver o raio,
Bom dia,
Acorda-me!

E brilha o sono,
Filma a manhã,
Sinto paz,
Levanta-me!

Carinhoso entra,
O raio de luz,
A pedir perdão,
Adeus escuridão!

Samba do encontro

No batuque do coração
Alcançou-me sedução.
Cantavas agarradas curvas,
Perdia o timo no encontro.
Na passarela do tempo desfilavas
Vozes e feijoadas em claustro.
Era a pedra rara e bruta
Brilhavas brilhante absoluta
.


AMOR

Jogos de equilíbrio,
Gostoso empate!
Brincadeiras teatrais.
Brincar de esconde-esconde,
Pique e pega,
Vai atrás!
Xadrez,
Dama,
Sem cansar!
Escorregar!
Vai e vem na gangorra,
Sempre balançar!
Subir no trepa a trepa,
Descer do escorrega!
Suar!
Beijo, abraço, aperto de mão,
Pêra, Uva ou Maçã!
Cantigas e roda,
Rodopiar,
Cantar,
Gritar,
Amar
É
Linha!
Vamos então
Soltar a Pipa?


Esperanças

Da janela vejo um vulto
Verde,
E porque
Quero-te!
Visita-me!
Percebo menos pernas,
Mas me alcanças!
Corro para ti!
Ao som da sala,
Ameno!
Música a embalar
Este grito falante!
Vamos sussurrar,
Às folhas caminhantes,
Letras e sopros
de amantes!
E ao acordar no
Jardim,
Bailam,
Esperanças!


MORENA DE TRANCOSO

Ele mal chegou
E não acreditou no que viu!
Boquiaberto ficou,
Morena vislumbrante!
Seu corpo de amante,
Pele brilhante.
Cor de jambo.
Índia na roupagem,
Uma miragem!
Ali na sua frente,
Seminua.
Quase sua!
- Fecha a boca meu gringo!
Falou comigo?
Nem respiro,
Pingo!
Boca carnuda,
Suspiro!
O roqueiro,
Gritou-lhe.
O tocador de viola,
Dedilhou-lhe.
Ele o estrangeiro,
Sem fala.
- Dont talk português?
Fechou a boca!
Ela linda!
Morena de Trancoso.
Olha a lua,
É tarde...
- Foi-se!
Ele gringo brasileiro,
Ficou a ver navios.


Estrela

Estrela
Sinto a energia no ar
Gás que me consome
Luz que ascende
Abaixo das cobertas,
Respiração boca a boca
Adoração, paixão, amor.
Sem lugar
Sem hora
É agora!
Qual o tempo?
Em que movimento
Entra e sai
D' água.
Gritos, sussurros
Treme e geme
Atropela
“Atrelaça”
Oi, peça!
Que pega,
Que lambe,
Que embaça.
Se e bicho homem
Que passa,
Quero raça
Rubro-fogo
Terra molhada
Ameaça, tesão!
Vira o dia
Acorda a noite
Amanhece à tarde.
Boca, beijo, briga.
Suga, chupa, lambuza.
Segura,
Empurra
Puxa.
Cipó da minha árvore
Bromélia no seu tronco
Meio Ambiente
Minha vida
Ilumina
Que vou brilhar!


Pinta

Vem pintar o meu teto de azul celeste
Cobrir de vermelho meus portais
Rebocar minhas estruturas
Quebrar as paredes
Reformar meu estofado
Trocar meu piso
Transformar meu espaço
Em partes reflorestadas
Pedaços arquitetados
Por mãos criadoras
Pinta em tantas cores
Com gozo
Quebra em pedaços
Mosaico
equilibrado
Luz que atravessa o corredor
Que nos une
Transcende sua imaginação
Vem cimentando e trocando as pedras
Colocando madeiras atreladas
Mudando móveis
Mexendo na decoração da minha vida
Que este pedaço
É seu


ILHA PERDIDA

O mar está revolto,
a lua cheia ilumina o céu no horizonte...
Eu procuro
o luar
No lugar
do encontro,
A interseção
do seu olhar
E o meu corpo
A te esperar
Que gosto ver
Nesta ilha perdida,
Eu
Sem
Você?
Subo na pedra
Lua
Não alcanço o pulo
Do outro lado
A metade de mim
Dividida a pedra
E eu!
Cadê você?
Sal no corpo
Mar agitando o
Gosto,
Eu sem me dar,
Planar e esperar
Amar...
Gosto de aventura!
Trem na linha...
Iça a isca.
Areia molhando
As pernas, coxas.
Olha o anzol!
Mergulho no lugar
Você a puxar
Eu a soltar
O vento a remar
Rumo ao mar
Agita o ar
Luz no horizonte!
A lua Brilhante
Fez do mar Revolto
Seu amante!

Breno Peck


Poema ao Amor

Hoje, eu vou partir!
E nessa busca incessante,
A jornada ao desconhecido,
Estarei só!

O movimento me impulsiona!
O rumo é certo de esperanças!
As lágrimas em teus olhos,
A me cuidar.

Penso no velho mundo!
Caminhos distintos,
Europa, Américas,
Um caminho com 365 dias,
E sem voltas?

Desejos de um novo trabalho!
O Reconhecimento profissional!

E nessa busca,
Que eu encontre o amor!
E nos meus momentos de solidão,
Que eu aspire confiança
E tenha a natureza,
A me brilhar!
E boas lembranças!

Que a sensualidade,
A paixão!
O amor!
O compartilhar,
Aconteça!
Devagar!

Para que eu saboreie o prazer,
De ter você, em meus braços!
Que a arte, a cultura, a filosofia e as diferenças
Se apresentem no silêncio das imagens!

Que eu possa contar histórias aos meus filhos,
Mesmo que distante, do seu crescimento!
E que Deus me perdoe,
Se eu sou egoísta,
E se sou bizarro,
E cuide de todos que ficam,
Torcendo por mim!

Rumo ao Mundo!
Navegar ao Porto Seguro!
Vida,
Cigana,
De paz, amor,
E liberdade!
Há esperanças!
(E incertezas dentro do meu próprio quarto!)

* Dedicado ao CAP


Amigo da Onça

Tantos poemas
E o amor declarado.
Risos e tristezas,
Desejos e sedução.
Era sua alma gêmea,
Grande amor e sua loucura.
Tudo estava bem.
Ele resolveu ir.
Ela com saudades,
Manda mensagens pelo celular.
Ele diz que esta fora de área.
Ela liga.
Ele não atende.
Ela grita!
Ele nem escuta.
Ela chora.
Ele continua rindo...
Ela fica só!
Ele vai ficar com a ex.
Ela escreve um testamento e envia.
Ele responde num bilhete entregue a sua porta que diz:
Querida, a partir de hoje vamos ser amigos?
Ela espera 10 dias e responde por e-mail:
Por favor, fazer o contrato em duas vias, não esquecendo da assinatura da testemunha, e mande assinado pelo correio, vou pensar.


Encontro de lugares

Olhando a lagoa...
Brilhantes e coloridas
Luzes dos seus olhos,
Reflexo de música inebriante.
Na boca o gosto de caricias,
Mãos no solo...Suaves,
Dedilham o alvorecer...
Ao sopro do saxofone,
Delírio de ternura,
Na ardente sintonia viva,
As chuvas de verão
Acalmam o anoitecer!
No encontro de lugares,
Oferecemos a água reflexiva,
Delicados sons de madrugada.
Sua voz alcançando Lua,
A flauta bailando sua,
Sinto a presença do amanhecer...
E a melodia brotando lenta...
Inaugurando o amor deste eclipse!
Inesperado encontro,
Do sol com o luar!


Alma Safada

Dormi de camisola,
E acordei pelada!
Vivo só!
Será que tenho,
Alma Safada?

Fantasias

Você pode ser
Menino,
Brincalhão,
Pegou-me!
Na peça dramática,
Vida!
O Arlequim,
Fez-me,
Colombina,
Desejosa
De amor!

Amor

Quanto mais perto de você, pior reconheces.


O Psicólogo e a Loucura!

Ele veio olhando
Ela, cabisbaixa
Ele, já indagando
Ela delirando
Ele sorrateiro
Ela ligeira
Ele racional
Ela se despindo
Ele controlando
Ela desabando de amor
Ele bem vestido
Ela amassada
Ele produzido
Ela cheirava
Ele pensativo
Ela lhe despindo
Ele seduzido
Ela seminua
Ele cauteloso
Ela um colosso!
Ele no osso
Ela querendo tudo
Ele retendo
Ela comendo
Ele analisando
Ela só no afeto
Ele apaixonou-se
Ela foi embora
Ele ficou...
Maluco!


Amar é Linha!

Vamos
Pular
Corda?
A Fogueira
Do João
Corta
Pão,
Maria faz o
Angu?
E na
Gangorra
Escorregador!
Cai cai
O Balão,
E puxa
A rabiola
Da Pipa?
Subindo no
Alpinismo
Inflável,
O algodão é doce,
A pipoca é salgada.
Perna de pau,
Bamboleia!
Juntos no
Pingue
Pongue.
Na luta de gel,
O carrossel
Gira,
Vamos
Rodar
A Baiana?
Ou cair
Na piscina
De
Bolinhas?

AMORES PERFEITOS

Amadas são liquefeitas
Aos que as querem bem.
Poetisas sentimentos,
Escreves a ninguém.
Serão satisfeitas,
Amores Perfeitos.

Francisco Oliveira - Portugal

Dá-me o prazer desta dança?

Eu quero sorrir!
Posso nem lhe chamar meu amor...
Amigo!
Não vê que a vida parou?
Nem me percebe?
Passo ao lado, tão rente...
Diagonal ao seu eu!
O amigo do lado,
Já me tirou a dançar!
Queria ser o homem
Que leva, aceita, não nega
E somente, tira-lhe para dançar!
Dá-me o prazer desta dança?
Eu a bailar consigo...
Com o seu suor
Em minhas mãos!
O equilíbrio desta dança...
E todos a nos admirar!
Você vê e percebe este
Momento de suavidade,
Ternura, e eu tão sua!
E você a bailar somente!
Só-mente!
Eu feliz consigo!
Com? Sigo!
Na pista!

As coisas que não devo esquecer!

Olhar as estrelas no céu,
Esperar um Cometa.
Fazer um pedido
E ser criança!


Sombra

Se tiver um amor que desconheço, esse será sempre você!
Como pode ser?
Uma mulher amar alguém assim!
Sombra de mim!

MORENO

Torço,
Adias.
Sofro,
Pateias.
Anseio,
Desafias.
Encontro,
Ousadias.
Rumo,
Vadias.
Cavo,
Poesias.
Percebo,
Dissuadias.
Acerto,
Tripudias.
Amo,
Sapateias!


Touro Indomado

Sensual,
O dorso
Carnal,
No seu
Curral,
Atrelou-me!
Mugi,
Esperneei!
Você,
Touro
Indomado,
Amarrou-me
Na
Porteira!

SORVER - TE!

Vem sorvete!
Exposta
Entre dentes,
As gotas,
Aquecendo-me,
Umedecendo o paladar.
Lambendo-te,
Em partes
Suaves.
Derram
a-me no rosto
Sensual
Gosto!
Seduzido sentido.
Cai doce
Sorver-te
Na boca
Molhada!
Ingerindo-te,
Fluxo
Amor.

VOU TE SEDUZIR

Até você me amar!

ROUXINOL

Bom dia!
Como foi seu sono?
Café com leite e
Pão fresco?
Quer queijo branco,
Laranjada e geléia?
Sirvo com prazer!
Aos abraços, carícias e
Beijos ardentes!
Acordei amada!
Silenciosa manhã
De sol,
Faz-me cantar como
Uma
Rouxinol!

Declaro amar todos os dias!

Sou carinhosa, gentil e sincera...mente afetiva.
Procuro escutar, dialogar e seduzir.
Respeito nossas diferenças!
Amo,
Como a um reflexo!
Reflito,
Quem é você
Narciso?
Imagem virtual dos meus escritos!



SEREIA

Canto e seduzo
Clamo!
Vem ao meu mundo se banhar?
E no fundo,
Quero!
Navegar no seu rumo.

Jogo de Damas

Preto no Branco
Branco no Preto
Cores opostas
Prazer e Medo,
Arriscar!
As Damas,
Vem aos pares.
O Rei presunçoso,
Come-me!
Viva esse fogo!
Apenas no jogo,
Bane-me!


Bruxa Sapeca

Com minha varinha de condão
E de avião,
Fui ao Japão!
Transformei-me em Gueixa.
Canto, danço, converso,
Vou satisfazer todos os seus desejos!
Na hora agá, virei um Dragão!
E sai soltando fogo pelas ventas!
De volta ao meu castelo
Ria a bessa!
Feliz Sexta
Feira
13.

DULCE DE LECHE

Mãe!
Seios,
Enormes,
Inchados,
Clamam,
Boquinhas famintas!
Tão doce,
Suave,
Serve aos goles,
Dulce de leche!


Poema Suave?

Suavidade,
Lua de Trancoso,
No caminho vagalumes
E a brisa do mar!
Suavidade,
Pés descalços,
Subir no telhado
Olhar caranguejos,
Pisar na lama!
Suavidade,
Na Barroca,
Pulavam minhas janelas,
Conviver com o pé de bananeira!
Fazer uma linda horta,
Com estrumes de elefantes!
E deitar na rede,
Adormecer ao som dos passarinhos!
Suavidade,
Viajar
Nos fins de semana,
Entre a floresta e o mar!
Plantar e colher brócolis,
Fazer geléias de frutas frescas,
Colher e moer,
O café!
Suavidade,
Nadar no rio,
Dormir num chão de estrelas!
Suavidade,
Recitar poemas de Amor,
Entre bandas de Rock!
É receber amigas,
Falar de homens!
É beber vinho,
Sozinha!
Escrever em inglês, francês e espanhol,
E não ser poliglota!
É pesquisar e entrevistar pessoas na rua!
Conhecer a cidade do Rio de Janeiro,
Em campanhas políticas!
Suavidade é ser amada!
E amar!
E ter o prazer de se dar ao outro!
Suavidade,
Ver os filhos crescendo,
Se rebelando,
Descobrindo seus próprios rumos!
Suavidade, andar a cavalo!
Sentir o vento, o frescor do mato,
A madrugada orvalhada!
E cair no lago!
Tomar banho de chuva, cachoeira!
Suavidade,
É acreditar na vida!
Em mim!
E agradecer,
Todos os dias!
Pela nossa existência,
Humana!


Formato de Amor!

O telefone toca sem jeito!
Meu coração clama a forma.
Minha alma espera o momento do renascer.
Minha vida ficou meio chuvosa,
E minha face esconde a meia alegria.
Tento esquecer os meus sentimentos...
Solidão me aperta o peito!
A respiração está ofegante por amor,
Vem amor!

Misturo os ingredientes necessários,
Carinho, desejos, suavidade.
Sentimentos aos poucos,
Cada coisa tem seu lugar,
A hora da espera chegou!
E o tempo demora a passar...
Mas quando tirar da forma,
Vou partir em pedaços!
Em contrapartida à distribuição,
Darei uma festa!
O gosto de cada um,
Difere nas experiências.
E na escolha dos ingredientes,
Poderá variar!
Gostaria de morangos com chocolate?
Passas ao rum?
Ou nozes com canela?
Castanhas com queijo?
Doces e salgados sabores...


Que sejam fortes ou quentes!
De dar água na boca!
Antes, durante e depois!
Esse bolo,
Festejo,
Canto,
Incalculável,
Imensurável,
Ao prazer de dois!
O Formato de Amor!

Hélio P. Junior
Raposa Selvagem

*Dedicado ao Tanando

A Raposa do cafezal
Não faz mal!
Caçava peixes
De rio verde,
Desembocou no mar
Do Arpoador!
Todos queriam o bicho!
Famosa,
Apareceu no jornal!
Aprendeu depressa,
Concorrência desleal!
Tirou foto sex appeal
Fez sexo animal!
No programa da televisão,
Veio a capivara,
A disputa era acirrada!
E depois,
A onça pintada!
A Raposa selvagem
Acuada no quintal!
Colocou patas na estrada,
E foi-se para Lambari!
E foi-se para Lambari!

VAZIO

Como abafar?
O sol desaparece.
As noites, sem luar.
Na terra, transparece,
A falta de Amar!

Guepardo

Corro atrás da presa e não de emboscadas.
Esguia e bela musculatura de sedução frágil.
Meus olhos lagrimejam em linhas negras.
Savana sou predadora em alta velocidade.
Minhas garras apresentam-se imóveis,
Prendem-me ao solo em galopante crina.

Quer essa Chita?
Seja mais que Gato-leopardo.


Voyeur

Homens e Mulheres
Declaram-se!
Versos, sonetos, poemas
Ao Amor.
Eu?
Espiando!

SOL

Perfil de raio ao rumo
Desejo de aquecimento
Lado reflexivo aguar
Quero-te submundo.

Revolvido humo
Planará abrandecimento,
No fundo será Lunar
Sol pousará amor profundo.


Olhares em foco

Desejo cavalgar em seu corpo, quero deslizamentos.
Mãos sugando seios, bocas gemendo e lambendo beiços.
Sedento alimento, veloz, voraz, jamais fugaz.
Completude plena, desejos em protuberância.
Sairemos da imobilidade em perdida estratégia.
Seduziremos os lados opostos de nossas entranhas.
Seremos qual animal selvagem em devaneios.
Lutaremos pelo equilíbrio carnal dos líquidos brotados.
Acariciaremos nossos corpos em vibração fremente.
Seremos qual centrífuga em prazer barulhento.
Máquina de aprazer liquefeita em carícias no amor sem tempo.
Olhares em foco amores refeitos em puro êxtase.

Breno Peck
Estou apaixonada por todos os homens!

Os homens são omissos
Gostam de uma boa trepada
E casam com mulheres calminhas,
Submissas.
Poucos arriscam suas moedas
Em quem sabe mais do que dizer sim.
Mas na hora da farra
De escolher melhores dançarinas,
As outras são melhores parceiras.
A não ser homens apaixonados
Estes embasbacados
Se fazem de gato e sapato.
Não decifram o código de suas mulheres
Mas as querem a qualquer custo!
Levam e trazem!
Obedecem ordens,
Elas que mandam!
Vivo a vida que não vivi
Por tentar entendê-los!
Estou perto das calcinhas de renda preta
Das mulheres fogosas.
Dos voyeurs olhares ao corpo perdido
Nunca ganhei sequer um sutiã de ex-marido,
Que dirá calcinha preta?
O mais apaixonado só me escrevia

Eu te amo!

Pensamento me acolhe, retire dúvidas, sane o assunto, diz logo, eu te amo!


Café Loucura

Café excitante
Sabor saltitante
Café frescor
Sabor licor
Café menta
Sabor achocolatado
Café gelado
Sabor limão
Café condimentado
Sabor pimentão
Café adocicado
Sabor cereja
Café dançante
Sabor carqueja
Café moreno
Sabor quente e infundido
Café sereno
Sabor conflitante e abolido
Café inventado
Sabor experimentado
Café loucura.

Haikais

Bailam

Os pés unidos
Bailam

Mudanças no tempo

Se hoje amais
Amanhã serão fractais
Futuros haikais

Mudança de humor

Cinco de maio
Vinte e um de junho
Dois de dezembro

Alma Safada IV

Alma safada
Está sempre sozinha
Ama só fada


Dedicatória ao amor reencontrado

O Amor que sempre tive

Reconheceu-me sua.

Reencontrado na foto

O olhar adormecido.

Viestes entre e-mails

E escrituras.

Adivinhastes os meus desejos.

Ao meu encontro

Negou-se três vezes.

Folheio esse livro de amor

Entre páginas amareladas

Refiz sentimentos.

Jogos ao léu

Amor

Apenas envelhecemos.

Sabia-me de cor e salteado

Experimentamos a comida inerte

Aos suores das mãos.

Como surdiria algum dia

Deixar de querer-te?

Sussurrei teu nome,

Desaparecestes.

Saber-me tão distante

Fez-me infeliz.

Abro meu coração

Fecho a caixa de lembranças

A chave,

Saberás aonde

Encontrá-la.

Revolver um amor

Folhas reviram-se ao vento,
Que vontades tenho...
Ir-me!
Revolver-me!
Como sou ostra escondida,
Fora de circulação.
Giro e vagamente,
Valho-me de esperanças!
Quijano, sou a pérola negra
Perdida no seu tempo.
O coração poeta,
Quer-me Dulcinea.
Amada, o cavalheiro
Mergulha nas ventanias.
Espero-te!
O vento
Transforma-me!
Em pedra.